quinta-feira, 31 de julho de 2014

IRRITADO, REQUIÃO SE RETIRA DE ENTREVISTA AO VIVO

Fosse outro qualquer, seria temeroso se candidatar a um cargo público se perde a paciência fácil. Não é o caso, porém, do senador Roberto Requião, candidato de boa parte do PMDB ao governo do Paraná. Vitorioso nas eleições que disputou - perdeu apenas uma - Requião se irrita fácil e perde as estribeiras por pouco. Seu eleitor parece gostar do estilo. Coisa que nenhum candidato faria, ele fez ontem. Cortou uma entrevista que concedia ao vivo na rádio CBN de Cascavel, depois de ser questionado sobre um suposto aditivo contratual que teria retirado das obras de duplicação da BR-277, durante seu governo. O senador desmentiu a informação mais uma vez e diante da insistência do jornalista, indignado ele alegou que já teria respondido a questão na eleição para senador, em 2010,  em entrevista para a mesma rádio.
"Vamos fazer o seguinte, acaba a minha entrevista aqui agora. Sou senador da República, não sou brinquedo de jornalista. Eu sou um homem sério. O meu governo se caracterizou pela seriedade. Nunca enganei ninguém, nunca disse uma mentira. Acabou a entrevista aqui na CBN”. Desce o pano. Antes disso, embora já irritado, ele havia reiterado que a acusação era falsa. “Eu jamais faria isso. Eu briguei com o pedágio, pela duplicação. Eu pressionei esse pessoal na Justiça. e quem tirou isso do cronograma chama-se Jaime Lerner e Cássio Taniguchi. Que é a mesma coisa que Beto Richa e Cássio Taniguchi”, rebateu Requião.
"Safadeza" - O senador se estressou com o jornalista Valdomiro Cantini. “Você já falou comigo sobre isso outra vez e me irritou profundamente. Portanto a minha resposta você já sabe, eu expliquei pra você e demonstrei que isso é uma safadeza que levantam contra mim. E eu não vim aqui para responder a safadeza pela segunda vez”, disparou. 
O entrevistador insistiu e foi a gota d'água para Requião. “Isso não é verdade e você sabe disso. Eu não vou tratar desse assunto [pela segunda vez].Eu não vou dizer que vou duplicar um pedágio privado que tem que ser duplicado pela concessionária. Eu posso é pressionar a concessionária como tenho feito na Justiça. E o Beto Richa retirou as ações, eu vou ter que retomar isso tudo". Em seguida o peemedebista deu a entrevista por encerrada. 
Como a história do "pedágio baixa ou acaba" já não deve ter o mesmo efeito - de tão batida pelos adversários - na campanha atual, essa questão da duplicação, negada por ele, parece ser a bola da vez contra o peemedebista. A reação de Requião na entrevista de ontem poderá ser usada pelo seu maior desafeto e adversário. Mas também pode ser que não, considerando-se que de bate pronto o senador poderá rebater com a suspensão das ações judiciais em 2011,pelo governador Richa.