De uma semana para cá, o tiroteio entre os três principais candidatos ao Palácio Iguaçu na internet e nos jornais atingiu de raspão ou em cheio nos disparos entre eles, dependendo das denúncias, atuais ou revisitadas. E a expectativa é que ao lado das propostas de governo, alguns temas sensíveis sejam usados uns contra os outros.
Beto Richa, governador candidato à reeleição, pode ser: a questão da famosa "sogra fantasma" de seu chefe de gabinete no primeiro mandato como prefeito de Curitiba. Mãe da mulher de Ezequias Moreira, amigo e asessor do tucano de longa data, recebeu da Assembleia Legislativa por 11 anos sem trabalhar - inclusive no período em que Richa era deputado estadual. O governador também poderá ter que responder sobre a contratação de funcionários fantasmas quando era deputado (além da sogra de Ezequias).
Roberto Requião pode ser cobrado novamente sobre o IPM (Inquérito Policial Militar) sobre os cuidados dispensados a seus cavalos enquanto governava o Paraná nos dois mandatos consecutivos. A denúncia recente de evasão fiscal em torno da herança recebida por sua mulher, Maristela, também pode ser abordada pelos adversários. Entre Richa e Requião, um confronto particular deve ocorrer a respeito de um aditivo do pedágio e o aumento da energia elétrica.
Gleisi Hoffmann pode ter que responder a questões envolvendo seu ex- assessor Eduardo Gaievski, quando ministra da Casa Civil do governo Dilma. Ele é acusado de cometer crimes sexuais contra menores. Outra questão desconfotável para a candidata que pode vir a baila é a dos famosos empréstimos para o governo do Paraná que os tucanos a responsabilizam pela demora de dois anos para serem liberados.












