A não ser uma rápida citação da presidente Dilma Rousseff no primeiro debate presidencial dia 26/08, ninguém mais sabe ou lembra da realização de um plebiscito popular proposto pelo seu governo para decidir sobre a reforma política através de uma constituinte exclusiva sobre o tema. E da mesma forma, agora, sem estardalhaço e em plena campanha eleitoral, teve início a votação. E o tempo é mínimo.
O plebiscito é uma das cinco respostas anunciadas pela presidente Dilma no ano passado, para os atos públicos de junho, quando manifestantes nas capitais e cidades grandes do país saíram às ruas protestando contra diversas coisas, do valor da tarifa de transporte público, à corrupção e o sistema político brasileiro. Entre as cinco propostas, nenhuma delas foi efetivamente colocada em prática com resultados. A do plebiscito foi das mais questionadas, no Congresso Nacional e na mídia.
Informalidade - Depois de anunciado, o governo ainda poderia recuar, mas insistiu enviando a proposta para o Congresso. Para o projeto sobre a reforma política que o governo propõe, é preciso antes o plebiscito ser realizado. Assim, sem maiores discussões e divulgação prévia. Da forma como esta, parece uma consulta informal. Ninguém sera obrigado a votar sobre o plebiscito, diferente das eleições, por exemplo. O risco é de uma minoria decidir que a reforma política seja feita através de uma Assembleia Constituinte. Que também não é bem explicada.
Até o dia 7 de setembro, todos os brasileiros com mais de 16 anos poderão dizer se são contra ou a favor a uma reforma do sistema político brasileiro, por meio da convocação de uma Assembleia Constituinte Exclusiva e Soberana.
Cerca de 400 entidades estão montando pontos de votação em igrejas, locais de trabalho por todo o País, que estão funcionando desde ontem, até o feriado de domingo. Também foi providenciada uma votação online em uma urna virtual disponível no site oficial da campanha [http:// plebiscitoconstituinte.org.br/ ], onde é possível encontrar ainda a lista dos locais onde o cidadão pode votar de forma presencial.
Observe o que afirma o comando nacional petista: "Assista ao vídeo que conclama a militância (?) a participar do Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político e para nos ajudar a divulgar o Plebiscito nas redes sociais".