Mais um episódio da briga no tapetão entre os candidatos Beto Richa (PSDB) e Roberto Requião (PMDB). A Justiça Eleitoral negou direito de resposta ao governador tucano que disputa à reeleição, contra a RPC TV, afiliada da Rede Globo, e ao seu adversário peemedebista. Richa tinha pedido espaço para responder, no mesmo veículo, por considerar ofensiva a entrevista de Requião na RPC.
Requião acusou o governador de receber “dinheiro do pedágio” e que (ele, Requião) congelou as tarifas de energia elétrica em seu governo, enquanto na gestão tucana foram aumentadas. O juiz Leonardo Castanho Mendes entendeu que o direito de resposta não se aplica a entrevistas igualitárias e para desmentir fatos amplamente divulgados.
“Soa estranho deferir-se direito de resposta a candidato com relação a entrevista dada por outro candidato, ao vivo, dentro de uma sistemática que já contempla o direito à participação igualitária de todos (…) Quando se entra a discutir percentuais, foge-se por completo, a meu ver, aos fins que justificam a previsão legal do direito de resposta. O simples fato de ter sido o representante obrigado a fazer extensa pesquisa sobre cada um dos reajustes feitos em determinado período já me leva a concluir pela ausência de fato sabidamente inverídico”, escreveu o juiz.
Em relação a questão do dinheiro de campanha do pedágio, da suposta percepção de doações de campanha feitas por empresas concessionárias de serviço público, Castanho Mendes também considerou improcedente a representação, (de Richa), "tendo em vista que a existência da investigação pelo Ministério Público, tal como noticiada na entrevista, não constitui fato sabidamente inverídico”.