terça-feira, 23 de setembro de 2014

MARINA SILVA NÃO FALA SOBRE DAR E PEDIR APOIO TUCANO NO PARANÁ

“Faltam doze dias. Segundo turno se discute no segundo turno”, foi a resposta atravessada da candidata a Presidência Marina Silva (PSB) sobre interesse de procuara o apoio ao governador tucano Beto Richa, na disputa presidencial. Da mesma forma, não se posicionou sobre vir a apoiar Richa na hipótese de a eleição no Paraná ser decidida em segundo turno. Ela esteve hoje em Curitiba para o primeiro evento de campanha no Estado. A aliança do PSB com Richa foi fechada pelo ex-governador de Pernambuco e ex-candidato do partido à Presidência, Eduardo Campos, que morreu em acidente aéreo em agosto e foi substituído por Marina, sua candidata a vice. 
Marina Silva, depois de alçada  a titular da chapa, preferiu ficar neutra nos Estados onde a legenda fechou acordo com candidatos ao governo do PSDB. A exceção, afirmou no mês passado, seria o Paraná e São Paulo, cujos governadores tucanos disputam a reeleição. Nos dois Estados ela havia dito ser contra o apoio do PSB, tendo comunicado Eduardo Campos a esse respeito como posição pessoal. 
Da mesma forma, a candidata não esta apoiando Gleisi Hoffmann, do PT, nas eleições do Paraná. Quanto a Roberto Requião, do PMDB, nem sim nem não, muito pelo contrário.
Perguntar não ofende - Após a coletiva de imprensa, o prefeito de Campina Grande do Sul, Luiz Assunção, também do PSB, fez a pergunta que a maioria no partido quer saber.  Ele quis saber de Marina Silva se pretende deixar o partido após as eleições. Sem jeito, ainda assim a candidata não deixou de responder diretamente a questão.  Reafirmou que mantém a intenção de fundar seu próprio partido, a Rede Sustentabilidade. 
Também foi direto o protesto do prefeito: após essa resposta, retirou o adesivo da campanha de Marina que estava colado em sua camisa e jogou-o no chão. Gesto que causou desconforto aos políticos paranaenses do PSB, mas que não foi contestado.
Marina disse ainda que se for eleita presidente, não pretende disputar um novo mandato. "Sou contra a reeleição", explicou a candidata.