Se efetivamente for respeitado, daqui a 3hs aproximadamente começará o cessar-fogo humanitário de 72 horas, acordado entre o governo de Israel e o grupo palestino do Hamas (principal interessado). O anúncio foi feito hoje pela Organização das Nações Unidas. A trégua na guerra é para que durante o período, a população da Faixa de Gaza possa receber humanitária e enterrar os mortos.
Apesar disso, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse hoje que Israel está determinado, independentemente do cessar-fogo definido, a concluir a destruição dos túneis contruídos por militantes palestinos sob a fronteira entre a Faixa de Gaza e Israel. Ele alegou que as atividades serão mantidas para a segurança de Israel.
Denúncia - Nesta quinta-feira, a Alta Comissária para Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Navi Pillay, acusou o governo de Israel desafiar a lei internacional ao atacar também na ofensiva terrestre, áreas civis em Gaza onde há escolas, hospitais, residências e instalações da ONU. Balanço parcial do confronto divulgado ontem apontava a morte de mais de 1.300 palestinos, a maioria civis (dos quais cerca de 300 crianças) e 59 israelenses, a maioria soldados.
Segundo a Associate Press, Pillay também responsabilizou os Estados Unidos, o principal aliado de Israel, por fornecer apoio financeiro para o sistema de defesa de mísseis israelense, conhecido como Domo de Ferro. "Nenhuma proteção como esta foi fornecida aos moradores de Gaza contra os ataques", observou a Alta Comissária.
Na imagem abaixo, os mapas palestinos mostram a perda gradativa de terra Palestina para Israel, parte dela devido a guerras travadas entre isralenses e árabes.
