terça-feira, 21 de outubro de 2014

VEREADORA QUER PROIBIR UTILIDADE PÚBLICA PARA IGREJAS E SINDICATOS

Que cada um tire suas conclusões. Projeto de lei da vereadora Carla Pimentel (PSC) proibindo a concessão de utilidade pública a entidades religiosas e sindicais, estava ontem na pauta de votação na Câmara Municipal de Curitiba.  Já no início do mês, ela participou de um movimento evangélico que tentava barrar a concessão desse título ao Centro Espírita Tribo do Caboclo Pena Branca, a quem ela classificou na ocasião como um “centro de macumba”. Por enquanto, o projeto em questão foi retirado de pauta após a polêmica instantânea criada em menos de 24 após entrar na pauta de votação.
Da bancada evangélica da Câmara de Curitiba - agora elas existem em todos os níveis do Legislativo, federal estadual e municipal -  a vereadora diz que  intenção é que a concessão desses títulos seja restrita a entidades que consigam comprovar “efetivo trabalho social”, que não ofereça somente “serviços exclusivos” em favor de seus associados, e com separação de bens entre a entidade e a associação social que receberia o título de utilidade pública. Provavelmente por trás desse projeto, há o objetivo de beneficiar as entidades evangélicas, restringindo o máximo a concessão para outras crenças. E, de quebra, os sindicatos.
Em sua cruzada,  a nobre parlamentar também havia se envolvido em polêmica no início do mês, ao propor uma “moção de repúdio” a uma notícia publicada pela prefeitura nas redes sociais, informando a realização de um casamento coletivo, aberto também a casais homossexuais. A parlamentar alegou que a publicação seria uma demonstração de “uma ditadura gay velada”, criticando uma ilustração usada pela prefeitura na qual apareciam imagens estilizadas de casais heterossexuais e homossexuais. Por causa dos protestos dos evangélicos, a prefeitura retirou a publicação. Mais tarde, por conta de pressão de entidades LGTB, voltou a publicar a ilustração.