Repercutindo o anúncio pelo Ministério Público do Paraná de que o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) denunciou à Justiça policiais militares suspeitos de torturas, execuções e ocultação de cadáveres, na reabertura hoje dos trabalhos legislativos, o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa, deputado Tadeu Veneri (PT) cobrou do governador Beto Richa (PSDB) uma posição. O deputado entende que são mais denúncias de existência de grupos de extermínio dentro da Polícia Militar do Paraná. "È inadmissível que o governador se cale diante disso", observou o petista. O assunto é espinhoso por envolver a PM e, mais ainda, em ano eleitoral.
Cautela - Político nenhum quer se indispor com a corporação. "Não é esta a Polícia que nós queremos. Temos mais de vinte mil policiais. Uma parcela ínfima tem desvios de conduta que acaba comprometendo toda a corporação", ressalvou o deputado. O contingente de quase 25 mil policiais, multiplicando por quatro (e a média que se faz, por baixo, considerando o policial e a família), são mais ou menos 100 mil votos para governador. Mas Veneri foi muito cuidadoso ao abordar a questão, da tribuna. "O governador se cala, como se não fosse um problema do Estado. Os bons policiais e a população esperam que ele diga o que pensa e o que fará para conter essas ações", cobrou.