Cinco filhos, o mais novo um bebê de 7 meses, ficaram órfãos hoje com a morte do candidato a presidente da República pelo PSB, Eduardo Campos, de 49 anos. Neto de Miguel Arraes, polêmico político brasileiro, morreu também num 13 de agosto. Seu desaparecimento fará uma reviravolta na disputa eleitoral deste ano. Campos tinha por volta de 10% das intenções de voto, seria o fiel da balança e, dependendo do rumo da campanha, com o início do horário eleitoral (dia 19 de agosto) poderia disputar o segundo turno.
Campos, ex-governador de Pernambuco, como seu avô, entrou na disputa para ser uma terceira via aos nomes mais conhecidos no país, da presidente Dilma Rousseff (PT) e do senador Aécio Neves (PSDB). Ambos cancelaram suas agendas hoje e a presidente Dilma deve fazer um pronunciamento. Pela legislação eleitoral o PSB tem dez dias para substituir o candidato a presidente, que pode ser a vice, Marina da Silva, que se filiou ao partido no ano passado para fazer dupla com Eduardo Campos. Marina, que já concorreu a presidente, teria condições legais de substituí-lo.
Na política desde 1986, começando aos 21 anos, na campanha do avô para governador de Pernambuco, Eduardo Campos foi deputado federal, governador e ministro de Ciência e Tecnologia no governo petista. Em função da idade, mas já experiente, Campos seria um nome com estatura para disputar a presidência do Brasil em várias outras eleições
No caminho do Rio de Janeiro para Santos, onde daria entrevista a uma rádio, o jatinho de Eduardo Campos, por causa do mau tempo na regiãio, caiu em Guarujá, cidade vizinha, em área urbana.
Além do presidenciável, mais seis pessoas morreram, dois pilotos, um assessor direto e os demais da equipe de imprensa da campanha do candidato.