O diretório estadual do PT esperou a decisão do julgamento do pedido de impugnação da candidata petista Gleisi Hoffmann ao governo do Paraná, para divulgar informações sobre Ogier Buchi, candidato ao governo pelo PRP, de que este "tem forte ligação com o Palácio Iguaçu". Segundo o presidente do diretório, deputado Ênio Verri, "mais do que isso, [Buchi] tem dois de seus filhos nomeados em cargos de confiança na administração do tucano Beto Richa".
Ogier Buchi foi o responsável pelo pedido de impugnação – julgado improcedente ontem (31) - da candidatura de Gleisi Hoffmann ao governo. Dizem os petistas que os filhos de Ogier Buchi trabalham em Secretarias estratégicas do governo Richa. Os decretos de nomeação foram reproduzidos e enviados a imprensa. Os dados constam no Portal Transparência do próprio governo do Paraná.
O filho, Arthur Felipe de Leão Buchi, presta serviço na Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano que, até abril deste ano, era comandada por Ratinho Júnior, presidente estadual do PSC e um dos principais apoiadores da candidatura de Beto Richa. A filha de Buchi, Maria Eduarda de Leão Buchi Giglio, é comissionada da Secretaria de Estado da Comunicação Social. Ela foi nomeada na Casa Civil com um cargo 2C e realocada para a Comunicação Social.
Ainda segundo o diretório do PT, a conexão do candidato do PRP vai além. Antes de candidatar-se ao executivo, Ogier Buchi trabalhava na rede de televisão de Ratinho Júnior, no programa Jornal da Massa, "onde tinha como principal função criticar a administração municipal do PDT/PT e sistematicamente elogiar o governo estadual no qual o seu patrão desempenhava a função de Secretário de Estado", comenta Verri.
“Sem dúvida, a ligação é muito clara entre os dois candidatos. Não bastasse a participação dos filhos no governo Richa, o Ogier até pouco tempo era empregado do Ratinho Jr, que era empregado do governador”, reforça o presidente petista. A direção do PT aponta que na eleição de 2012, a Rede Massa foi sucessivamente multada pela Justiça Eleitoral por conta de sua conduta parcial na cobertura da campanha.
Nem o governo ou a coligação tucana e nem Ogier Buchi se manifestaram a respeito. No mesmo julgamento no TRE do pedido de impugnação da candidatura de Gleisi, o Ministério Público Eleitoral determinou abertura de processo criminal contra Ogier Buchi por má fé.