quarta-feira, 13 de agosto de 2014

OUTRA PERDA, DA DAMA QUE SE FOI SERENAMENTE

Lauren, já idosa, mantendo a classe e o charme
É meio que chavão, mas não dá para deixar de dizer que  "o cinema perdeu" ontem, terça-feira 12, a beleza e o talento de Lauren Bacall. Ela estava com 89 anos, morreu de velhice e com a dignidade de sempre. A longevidade de Lauren é sinal de que teve uma vida saudável, que em boa parte dela foi feliz. Era uma dama e conseguiu se impor como atriz e pessoa, se desvinculando da imagem de mulher de Humphrey Bogart, um mito do cinema e com quem esteve casada até a morte do ator. 
Lauren foi indicada apenas uma vez ao Oscar, em 1997 (se é que isso representa alguma coisa), por sua atuação na comédia romântica "O espelho tem duas faces", dirigido e estrelado por Barbra Streisand, em que interpretou a mãe da protagonista. Mas em 2010, a atriz recebeu uma estatueta honorária pelo conjunto da obra. 
Não faz muito tempo que la Baccal fez declarações contra o que via como a mediocridade da Hollywood contemporânea, referindo-se aos filmes-pipoca de ação e tipo saga "Crepúsculo" que sua neta a arrastava para ver.
"Ela disse que era o melhor filme de vampiro já feito. Depois que o filme acabou, eu quis bater na cabeça dela com o meu sapato", lembra Lauren, que em vez disso, comprou um DVD do classico "Nosferatu", de Murnau, para a neta: "Isso sim é um filme de vampiro", ensinou para a neta.